sábado, 16 de outubro de 2010

O NORTE GOIANO

Ai galera do primeiro ano! Esse é o nosso primeiro texto do 4º bimestre! Boa leitura e bons estudos!
TEXTO 1
O NORTE DO GOIÁS – 1º ano – 4º bimestre
   A partir das primeiras décadas século XVIII iniciou-se o processo de ocupação econômica de Goiás, com base na exploração aurífera que se desenvolvera segundo a orientação da política mercantilista do estado Absolutista português. Nesse sentido, a economia de mineração deveria responder a interesses internos e externos de Portugal.
  A mineração, enquanto fator primeiro de estímulo à ocupação econômica deixou como saldo um povoamento disperso e irregular. Excetuando-se a região das minas, permaneciam despovoados todo o Vale do Araguaia e o Extremo norte de Porto Nacional até o estreito do Maranhão.
A exploração das Minas prosseguiu ao longo do século XVIII com a queda gradativa da produção aurífera.
   Outra atividade estimulou a ocupação econômica: a pecuária. O gado também abriu caminhos para o sertão do interior.
    As pastagens ao norte tornaram-se forte atrativo aos criadores de gado do maranhão e Piauí que, ao longo do século XIX, se desenvolveram e alcançaram autonomia e maior expressão na região. Duas foram às razões: a primeira decorre da proximidade do Norte e do Nordeste e, a segunda, em razão do declínio da exploração aurífera ter sido mais rápido na região.
   Sob o estimulo da pecuária surgiram novos centros urbanos ao sudoeste: Rio Verde, Jataí, Caiponia e Quirinópolis.
   Além da pecuária, são considerados, ainda, como fatores importantes no processo de ocupação econômica do extremo norte goiano, as guerras de independência em 1822, as rebeliões do segundo reinado, as lutas sertanejas e as secas nordestinas.
    Enquanto a pecuária se afirmava como principal atividade econômica EM Goiás, a agricultura caminhava lentamente não alcançando um nível de produção comercial. Tal situação justificava-se por fatores ponderáveis como carência de vias de comunicação, escassez de mão-de-obra e ausência de mercado consumidor.
      Por longas décadas, Goiás permaneceu ilhado sem nenhum produto econômico básico capaz de mantê-lo vinculado à metrópole ou mesmo as outras Províncias.
    Só se percebe esse marasmo sendo superado no momento que o alvorecer do século XX, a ferrovia penetrou o sudeste goiano dando inicio a todo um processo de alteração da estrutura socioeconômica,
política e cultural de Goiás. Percebe-se que o       Goiás teve seu espaço praticamente ocupado em decorrência do estimulo de ferrovia à dinamização da pecuaria e da agricultura, haja vista a maior exportação de charque e subprodutos do boi (couro, sebo).
  Por outro lado o norte e nordeste do Goiás se distanciaram dos progressos alcançados. Enquanto no sudeste goiano, a ocupação se fez baseada em atividades pecuárias e agrícolas modernas – no extremo norte e no médio Tocantins, a mesma se sustentava por atividades extrativistas agrícola e mineral. Tal ocupação produziu visivelmente, um desequilíbrio entre o norte e o Sul do Goiás.

O POVOAMENTO

      As primeiras invasões no norte goiano de que se tem noticias mais precisas do século XVII. Partiram, inicialmente , do bandeirismo paulista, ocasião em que o bandeirante Belchior Carneiro atingiu essa região. De São Paulo saiam as Bandeiras que, buscando índios cada vez mais escassos,  chegavam com freqüência até o extremo norte de Goiás, região do estreito.
        Outra  forma de penetração foram as descidas dos Jesuitas que, partindo de Mranhão pela via fluvial do Tocantins adentraram o território setentrional de Goiás , e se restringiam à área do Tocantins adstrita ao estado do Maranhão, para onde levavam os índios arrebanhados nos sertões de Goiás
    As Bandeiras e a s descidas – posibilitaram o conhecimento do interior da colônia e os primeiros contatos desta com o litoral; a bertura dos caminhos de comunicação e o aprisionamento e a catequese dos índios. Entretanto , a ocupação efetiva só ocorreu, de fato, no século XVII com a chegada dos Bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva, Jão leite e Domingos Prado a região do rio vermelho, onde se fixaram em decorrência da descoberta das primeiras minas de ouro.
     Em função da mineração, o século XVIII conheceu a formação dos primeiros núcleos de povoamento no centro sul, nordeste e norte de Goiás.
    Não se sabe ao certo o número de habitantes de Goiás no periodo em que foi bastante significativa a produção aurífera. Estima-se que e, 1738 havia, aproximadamente, 11 mil habitantea. Desse total, 3 mil e 800 concentravam-se nos julgados do sul e 8 mil e 300 no    Norte.
      Enquanto a mineração foi a atividade econômica básica, a distribuição demográfica, ao sul e ao norte de Goiás, apresentou um relativo equilíbrio com maior incidência de concentração populacional registrada “nas minas do Tocantins”.
   Com o fim da mineração , durante o século XX, verificou-se um aumento da população a adenasr-se ao sul da província, o qual acentuava-se a medida que o sul e siudeste, por estarem próximos do centro econômico nacional, se integravam as novas exigências por ele ditadas, de modo a responder aos estímulos da economia desenvolvida nas bases capitalistas.
       Apenas no momento em que as vias de comunicação integravam de forma mais acelerada o sul e udeste goianos ao mercado centro-sulnacional, verificou-se um incremento da população do estado com tendência a polarizar a concenração demográfica mais ao centro-sul regional, de forma rápida e um nível bem superior ao das regiões norte e nordeste de Goiás.












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